O agente econômico não é autônomo nem moral
Resenha crítica do capítulo 7 de Economia modo de usar: Reflexões sobre a racionalidade e a moralidade do agente econômico A discussão sobre o agente econômico trespassa o ambiente acadêmico, pois questiona um dos pilares da sociedade ocidental moderna: A autonomia do sujeito. Pode parecer que a dimensão moral do homem passe longe de um debate dos acadêmicos de economia, acostumados a letra fria dos números das taxas de juros e câmbio, porém nem sempre foi assim. Ao definir o agente econômico nos moldes individualistas, e a partir desta definição derivar as consequências morais para a sociedade, a escola clássica e a sua herdeira escola Neoclássica, estabeleceram uma discussão moral basilar na teoria econômica. Se os indivíduos são egoístas e individualistas e buscam maximizar o seu prazer e bem estar, quais as consequências morais deste comportamento para a sociedade? A resposta da escola Neoclássica é paradoxal, todavia se tornou um dos clichês mais famosos e repetidos da teoria...