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Mostrando postagens de julho, 2022

A minha cápsula do tempo: Repostando textos dos quais eu não me orgulho

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Dando continuidade a série de textos A minha cápsula do tempo , na qual eu reposto alguns textos da minha juventude publicados no blog Café e Rodoxina , lá pelo final da primeira década deste século. Aqui vai um texto que eu não me orgulho de ter publicado por causa do seu caráter um tanto misógino. O leitor atento até me perdoará os já costumeiros erros ortográficos e as construções argumentativas pueris destes escritos. Todavia, este certamente se perguntará sobre o porquê de repostar este texto aqui, não seria melhor deixá-lo no passado? — A questão, caro leitor, é que eu me recuso a ser parcial com quem eu era. Eu não posso agir de modo a amputar a imagem daquele garoto para fazê-la caber no leito de Procusto! Eu preciso me apresentar por inteiro, mesmo com todas as contradições da minha juventude. — Toda vez que isto acontece, quando as minhas memórias começam a me assombrar e a revelar todo o ressentimento que me consumiu na mocidade, começa a vir à minha mente a frase de Bentinh...

A minha cápsula do tempo: Repostando alguns textos da minha juventude

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É engraçado como o tempo passa rápido e como nós estamos sujeitos à sua ação. Eu imaginava que o deus Kronos devorava os seus filhos depois de longos anos de vida, quando os cabelos grisalhos começam a povoar a cabeça — Eu não poderia estar mais errado, caro leitor. O tempo me devora todos os dias! — Quando me deparo com os escritos da minha juventude, eu percebo o quanto eu mudei, a ponto de não me reconhecer mais nos meus próprios escritos! Mas, felizmente, eu tive a audácia e a esperteza de desafiar este grandioso titã criando a minha própria cápsula do tempo — Os meus escritos da juventude — E eis que eu me levanto, tal como Ozymandias, a enfrentá-lo face a face: "Contemplai as minhas obras, ó poderosos e desesperai-vos!". Está cápsula do tempo é uma forma simples que eu encontrei de empacotar o presente para o futuro de modo que eu possa revisitá-lo sempre que eu quiser — e precisar. Em 2009, eu criei o blog chamado "Café e Rodoxina" onde publiquei uma sequênc...

Referência à Genealogia da Moral na série The Boys: Os cordeirinhos e as aves de rapina

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  Para os já familiarizados com "as marteladas" dos aforismos Nietzscheanos, a referência genial ao livro Genealogia da Moral de Nietzsche, feita na série The Boys , é óbvia. O trecho escolhido também é exemplar — Nietzsche resume como o ressentimento dos fracos pode dar luz à uma moral apresentando a relação entre as ovelhas e as aves de rapina: Que as ovelhas tenham rancor às grandes aves de rapina não surpreende: mas não é motivo para censurar às aves de rapina o fato de pegarem as ovelhinhas. E se as ovelhas dizem entre si: ‘essas aves de rapina são más; e quem for o menos possível ave de rapina, e sim o seu oposto, ovelha — este não deveria ser bom?’, não há o que objetar a esse modo de erigir um ideal, exceto talvez que as aves de rapina assistirão a isso com ar zombeteiro, e dirão para si mesmas: ‘nós nada temos contra essas boas ovelhas, pelo contrário, nós as amamos: nada mais delicioso do que uma tenra ovelhinha'” – Nietzsche, Genealogia da Moral, 1a. parte, §X...

Kim Kataguiri fala besteira sobre Marx (outra vez!)

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  O líder do Movimento Brasil Livre (MBL), voltou a dar "aula" sobre Marx e o Marxismo na internet em um vídeo intitulado: Como autores liberais refutaram o SOCIALISMO na teoria e na PRÁTICA! O vídeo foi publicado recentemente no canal do deputado no Youtube, em 03 de janeiro de 2022. Kim Kataguiri não sabe o básico sobre Marxismo: A mercadoria é valor de uso e valor! O vídeo em questão mostra que Kim Kataguiri não leu nem um manual básico sobre a teoria Marxista. Pois, se ele tivesse lido as primeiras páginas de O Capital, iria perceber o quanto a sua "refutação" é pueril, e é facilmente contraposta até mesmo pelo leitor mais relapso de Marx. No minuto 03:57 do referido vídeo, Kim Kataguiri, não sei se por má intenção ou falta de estudo, apresenta o exemplo do buraco cavado no chão como a sua grande refutação da teoria do valor de Marx: Se eu passar 20 anos cavando um buraco no quintal da mi...

Nietzsche e a crítica à Felicidade moderna

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  Nietzsche foi um grande crítico da modernidade. O "filósofo do martelo" se apresentava como "o destruidor de ídolos" e até mesmo como "dinamite". Porém, o objetivo de sua filosofia não é destrutivo, mas sim construtivo: É somente com o abandono destes falsos ídolos que o homem poderá alcançar valores mais elevados. Dentre estes ídolos, se destaca o ideal de felicidade que anima o cenário moderno na sua visão utópica de mundo. O que é a Felicidade para Nietzsche? Segundo Nietzsche, para o homem moderno, utilitarista, a felicidade é um estado de torpor onde não existem mais conflitos, desejos e lutas. Já para o filósofo, a felicidade é um estado de conflito, guerra, incerteza, um estado em que o homem supera a sí mesmo e atinge um patamar mais elevado. Nietzsche se contrapõe à felicidade moderna apresentando a felicidade como manifestação da Vontade de Poder no homem. Em sua obra O Anticristo , no aforismo II...